Outro dia, na hora do almoço me veio à cabeça o tema deste post. Isso porque, desde que voltei a trabalhar, todos os dias, sem excessão, eu compro alguma coisinha pra trazer para casa para os filhotes. Fosse um brinquedinho, um livro, um pacotinho de figurinhas ou até mesmo uma bala!
A questão é
que não posso ver nada, nada que eu sei que eles vão gostar (ou seja,
praticamente tudo relacionado à crianças com um extra quando se trata do Mcqueen do Carros e das Princesas da Disney!!! rs) que acabo
levando para eles.
Nos primeiros
dois dias confesso, foi para agradá-los por eu já não estar em casa o dia todo,
mas a partir dali, já não é mais, mas sim porque sei que eles vão amar, e ficar
com sorrisos lindos e todo empolgados… o que me fascina!
Outro
exemplo: outro dia em um grupo que participo de amigas que fizeram
Fertilização, uma amiga soltou a questão. Quando vamos comprar presentes de
aniversário para alguma criança, acabamos comprando algo para nossos filhos
também, algo até baratinho? A resposta foi quase que unânime, SIM! E me incluo nesta também. Apesar que estava
até então me controlando para não mais fazer isso….. até semana passada quando
acabei comprando pra eles um potinho em formato de bola e borboleta para eles
guardarem tranqueiras.
O resultado
disso tudo? É este da foto ao lado. Duas caixas de brinquedos abarrotadas e que
eles mal olham, mais uma porção de brinquedos guardados no guarda roupa.
Mas o que
mais me preocupa, qual será a consequência disso na criação deles? Sim, porque
me recordo, e muitos que lerão este texto vão se reconhecer, mas quando eu era
criança não me recordo de comemorarmos o dia das crianças com presentes, alguma
vez ou outra meus pais davam algum presentinho baratinho, mas aquele master
presente, que eu e meu irmão queriamos
tanto, só no Natal ou no meu
aniversário… e era uma conquista tão emocionante quando recebiamos!!!!
E agora?
Tirando o Mcqueen estilo Hot Wheels que meu filho tem e que não larga por
nada, não vejo que nenhum dos dois tenham seu brinquedo favorito. Aquele que
eles recordarão para o resto da vida, como eu com a Minha Bebê da Estrela, muito menos aquele desejo, que seja o sonho de presente a ponto deles esperarem ansiosamente pelo Natal...
Também não
posso esquecer do agravante que eles vão se acostumar (e quem não se acostuma
com coisa boa?!?!) a eu trazer sempre algo todos os dias e no dia que eu não
trouxer, será uma decepção.
Por estes
motivos é que estou disposta a partir de agora controlar o impulso e realmente
presenteá-los ocasionalmente, mas não tornar disso uma rotina. Para o bem do
meu bolso, para o meu bem, mas principalmente para o bem deles, que precisam
entender que nem sempre a vida nos oferece presentes e que para conseguirmos as
coisas precisamos sim batalhar por elas.
Quanto aos
vários brinquedos que eles ganham de tios, tias e afins em aniversário e natal,
resolvi desde o ano passado seguir o conselho da minha prima. Eu deixo eles
abrirem todos os pacotes. Mas seleciono metade dos brinquedos para eles
curtirem e guardo sem que eles percebam a outra metade. Depois de alguns meses,
quando enjoam daqueles eu troco. Guardo os que estavam com eles e coloco em uso
os que estavam guardados. Assim, de certa forma, sempre alguns brinquedos são
novidade.
Outro ponto
que faço questão de ensinar, desde agora que são pequeninos. O poder do
desapego. Sempre que ganham presentes, juntamos alguns que eles não gostam e
não ligam e damos embora. Eles inclusive participam da seleção e ficam até
felizes em dar! Logo mais quando estiverem maiorzinhos e entendendo bem, pretendo levá-los em instituições para que eles doem à crianças que precisam e eles vejam o quanto podem fazer o bem, mesmo que em coisas simples...
E você, o que acha sobre isso?!?!?!














