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quarta-feira, 11 de abril de 2012

Em busca de Recolocação!


Lembram que em post lá atrás eu estava me lamentando que retornaria ao trabalho e deixaria meu bebezinho?!?!?! Pois é.... tomem cuidado com os seus desejos!!! rsrs

Brincadeiras a parte, tomei um susto ao ser dispensada ao voltar de licença maternidade. De verdade eu não imaginava que isso iria acontecer, afinal a empresa que eu trabalhava tem muito mais colaboradorAs que colaboradores e não é do perfil deles demitir funcionárias por conta de filhos. E desta vez não foi diferente. Simplesmente aconteceu, precisavam reduzir o quadro e eis que chegou minha vez.

Passado o baque,  comecei a enxergar a situação como uma oportunidade de descobrir novos ares, conhecer gente nova, lugar diferente, enfim... acho que é isso que também nos move para frente. Foi bom sair da zona de conforto (apesar do medo do desconhecido!).

Bom, arregacei as mangas e fui à luta por uma recolocação (e ainda estou!). Não tem sido fácil, é verdade, a indefinição é sempre difícil, mas tenho aprendido mais e mais sobre entrevistas e afins, e é por isso que vou compartilhar um pouco....


Primeiro ponto, dar uma boa revisada no Currículo (CV), sempre procurando ter clareza nas informações, colocando seus pontos mais fortes. Formação e experiência profissional: sempre da última (mais recente) empresa para a primeira. Se conhece alguém que entende um pouquinho mais no assunto, peça ajuda para dar uma revisada. Sempre existe algo que aos nossos olhos não está visível, mas que para um segundo olhar está ali. Eu sempre recorro ao meu super irmão, que me ajuda pacas!

Segundo, cadastre seu CV em sites especializados. Se está desempregada, como foi meu caso, existem sites pagos que valem a pena. Eu recorri à Catho. Mas tem também a Manager. Nos dois sites você pode fazer uma experiência de 1 semana, para ver e se candidatar às vagas (conheço pessoas que conseguiram empregos nessa semaninha!!!) e também tentar se adaptar ao esquema do site. Foi por isso que não efetivei minha conta na Manager. Achei o site bem confuso. Mas ATENÇÃO!!!! Se não quiser efetivar sua assinatura, cancele-a antes de completar essa semana! Senão vai começar a valer a assinatura. E sim, é bemmmm confuso cancelar, mas não desista! Ha!

Outro site bacana é o Vagas , com muitas vagas e oportunidades bacanas, fácil de cadastrar, atualizar e se candidatar. Até alguns dias atrás confesso que não conhecia ninguém que tivesse conseguido um emprego por este meio, mas conheci e foi uma oportunidade MARA!

Sem esquecer do Linkedin, um site de relacionamentos voltado para a área profissional. É muito bom deixar seu perfil atualizado! 

Agoooora, tenho participado de alguns processos seletivos e olhem só... nada de site algum e sim indicações!!! O velho, bom e super necessário networking!!! Se não sabe o que é, dá uma olhadinha aqui. Resumindo, indicações!!!!! Por isso nem preciso dizer o quanto é importante ser bem relacionado por onde quer que você passe, né?!?!?!

Bom, ia falar de mais coisas neste post, mas pelo visto ficou bem do extenso... portanto vou dividí-lo. O próximo será sobre entrevistas. Look, make e comportamento!!! O que acham?!?!?

Espero que tenham curtido. E conto com os pensamentos positivos para que eu consiga uma recolocação rapidinho, hein?!?!?!


Beijos da Mi


quarta-feira, 7 de março de 2012

De volta ao trabalho

                                                       Imagem Getty Images


Pois é, após exatos 180 dias, está chegando a hora de voltar ao trabalho. E nunca em minha vida me senti tão perdida. Nem após a primeira gestação!

Explico: era uma mamãe inexperiente, com 2 bebezinhos que me consumiam até a última gota de energia (e ainda o fazem, mas estou calejada!! rs), estava cansada da vida doméstica, cansada de ficar em casa e isso já estava me deixando meio deprê. Confesso que fiquei ansiosa para voltar ao trabalho e às atividades. Voltar a ser a Michele, da Logística e não somente a Mãe dos Gêmeos.... e foi assim. Após 4 meses de licença e 2 férias seguidas, voltei. A tira colo um lindo porta retrato com dois banguelinhos, muitas histórias para contar, e sem muitos assuntos a não ser a maternidade. Demorou um pouco, mas tudo se acertou e a vida seguiu seu rumo.

Nesta gestação tive sorte, a empresa há pouquíssimo havia instituido a licença de 180 dias e eu não precisaria pegar minhas férias para completar... parecia tanto tempo, tanto tempo.... tempo esse que simplesmente sumiu e evaporou diante meus olhos!
Mas dessa vez é diferente. Tenho 2 criancinhas lindas, que acordam me chamando e quando me veem me dão o maior sorriso do mundo. Me beijam, abraçam, fazem graça... brincamos, vemos DVD, rimos durante a manhã até irem pra escola. E eu, que sou mãe de gêmeos, acabei tendo também um filho único. Sim, porque é assim que sinto o caçula... não fico sem ele. Onde estou ele está, dorme no meu quarto, doentinho vai pra minha cama, mama no peito, trocando olhares apaixonados e segurando meu dedo... mamatas que os primogênitos não tiveram!!!! rs Para ajudar, nos últimos dias eles tem ficado doentinhos e deixado meu coração ainda mais partido...

De certa forma invejo quem pode ficar em casa. Entendam, vivi o outro lado, tenho uma pessoa que me ajuda com afazeres domésticos e é minha salvação, mas ela ficou de férias no final/ começo do ano e me vi quase doida.

Acordava, limpava casa, quintal, lavava roupas, louça, passava, cuidada de filhos, marido, cachorra!!! UFAAAAAA.. e vou dizzer... que trabalho mais ingraaaatooo!!! Você faz, faz, faz... e ao final do dia, olha ao redor e está tudo uma zona! E quando diz que está cansada ainda tem que ouvir "por que, se você ficou em casa o dia todo"!!! E por isso posso afirmar, tendo vivido os dois lados, de que se trabalha muito, mas muito mais em casa e sem remuneração e muitas vezes sem reconhecimento! Mas tem suas vantagens... e pra mim, além de estar sempre com as crias, é ser dona do seu tempo. Isso não tem preço. Ok, você precisa fazer as coisas, mas não necessariamente na mesma ordem e se não der pra fazer hoje, você faz amanhã e por aí vai. Se quiser deixar tudo lá pra simplesmente sentar no quintal pra brincar de casinha com sua filha e carrinho com seu filho, você pode se dar este direito. Se um filho fica doente, você larga tudo para se dedicar integralmente. E acima de tudo, você tem tempo para educar seu filho como bem entender.
Trabalhar fora requer rebolado, ginga mesmo... porque apesar de ter alguém que limpa minha casa, não vou deixar tudo para ela fazer no dia seguinte, afinal a prioridade dela sempre são meus pequenos. Portanto também lavo louças, verifico as mochilas da escola, levo filhos ao médico e vacinas, deixo a casa meio "ajeitada" para o dia seguinte... muitas vezes não durmo direito (aliás, desde que me tornei mãe nunca mais dormi como antes), tenho que curtir ao máximo os filhos no pouco tempo que eu tenho e ainda se não bastasse,  tenho chefe (ou melhor vários chefes), bato cartão, tenho horário para entrar e teoricamente pra sair, vejo cara feia quando saio (legalmente e no direito) no horário. Mas claro... recebo para tudo isso, tenho sábado, domingo e feriados, férias e 13°.

Acho que tudo tem seus dois lados, tenho o maior respeito pela escolha alheia, mas no meu caso nunca cogitei, nem mesmo agora, com tanta dor no coração, ficar sem trabalhar fora. Fui criada para trabalhar fora. Meus pais sempre me incentivaram a isso, para não depender de marido... rs e a questão pra mim vai muito além disso, funciono melhor trabalhando, vendo gente, exercendo a profissão que eu escolhi, batalhei pacas para chegar onde  cheguei, me sinto bem, útil, disposta. E dessa forma, consigo ser para meus filhos a melhor mãe! Perco algumas coisas mas ganho em outras, é a vida. E isso vai muito além da qualidade de vida que trabalhando, eu e marido podemos dar a eles. Aliás, não fosse por isso, eles não estariam aqui. Já que fizemos FIV para ter os gêmeos, tratamento caro que só foi possível com a minha contribuição financeira.
Segunda-feira tá logo aí, dia 12/03 eu volto, perdida. Com o coração partido. Com uma imensa vontade de ficar, mas sabendo que no fim tudo dará certo.

E você, o que acha? Qual foi sua decisão?

Beijos da Mi